Todo o utilizador regular da internet já se deparou com códigos captcha, por exemplo ao fazer um registo num site, e provavelmente já se irritou muitas vezes por inserir mal o código e ter de repetir o todo o processo. CAPTCHA é a sigla para Completely Automated Public Turing Test to tell Computers and Humans Apart, e é basicamente uma forma de diferenciar humanos e máquinas.
O principal objectivo destes códigos - constituídos por letras pouco nítidas e enviezadas - é evitar que os spammers criem registos e links de forma automatizada. Para se poder aceder aos sites protegidos por código CAPTCHA é necessária a transcrição do conteúdo da imagem exibida, e é precisamente nesta questão que se centra o negócio da descodificação dos códigos CAPTCHA.

O NEGÓCIO DA DESCODIFICAÇÃO DE CAPTCHAS
Na India existem já vários centros de dados nos quais milhares de Indianos trabalham horas a fio na descodificação destes códigos. O trabalho é encomendado por spammers, que enviam para estes centros as imagens que constituem os códigos que eles pretendem decifrar, as quais são depois submetidas a um ou vários operadores humanos que as verificam manualmente. Depois de decifrado, o código é enviado ao spammer que assim terá livre acesso aos sites nos quais poderá criar automaticamente registos, sites, blogues, hiperligações, com o objectivo de valorizar os seus sites aos olhos dos motores de busca e das empresas de publicidade.
O spammer irá assim conseguir visitas para os seus websites, provenientes dos backlinks criados, e ao mesmo tempo os seus sites irão subir nos rankings dos motores de busca devido ao link building realizado de forma automatizada, o que traz imensos lucros aos spammers que adoptam este tipo de práticas.
Este negócio paralelo acaba por prejudicar seriamente a economia da Internet, e todos os utilizadores quer pela via do spam quer pela possível propagação de vírus e consequentes falhas nos sistemas.
Muito interessante seu post, esses indianos não tem o que fazer a não ser coisas ilícitas.
É verdade, eles conseguem formar autênticos “exércitos” e fazer coisas que nós nem imaginamos. A verdade é que para além de ser ilegal, as pessoas são exploradas e muitas vezes trabalham em condições miseráveis.